O que muda no meio dos pagamentos Pós Crise

É verdade e um fato que os meios de pagamentos já vinham mudando e evoluindo a cada dia mais, inovando e dominando o mercado. Mas e agora com toda essa transformação e mudança de direcionamentos? Será que continuaremos com as mesmas tecnologias que vinham dominando o mercado? O que pode mudar?




Meu voto é de que não teremos grandes mudanças no mercado em relação ao movimento que já vinha acontecendo, muito pelo contrário, acredito que agora vai andar ainda mais rápido a migração dos meios de pagamento plásticos e com papéis para a era tecnológica e virtual. Com o grande aumento na preocupação em higiene e segurança da saúde, os meios de pagamentos virtuais tendem a ser mais requisitados e usados no mercado.

Existem 3 formas de pagamentos que já vinham crescendo e que, com toda a certeza, vão fazer parte dessa rápida transformação e adiantamento de tecnologia. Estou me referindo aos pagamentos online, pagamentos via QRCode e aos pagamentos por aproximação. Os 3 tipos tem coisas em comum e vamos discutir um pouco de como cada um contribuirá para essas mudanças e como elas funcionam.

Tipos de pagamentos virtuais

Pagamento Online


Esses pagamentos são os mais conhecidos até o momento. São aqueles que você realiza de maneira eletrônica e colocando os dados do seu cartão no aplicativo ou site no momento da efetivação da compra. Estes são aqueles que encontramos nos sites de e-commerce, como Mercado Livre, Magazine Luiza, Submarino, iFood, etc. Por trás desses pagamentos existem, geralmente, 2 coisas importantes. Primeiro uma GATEWAY. O seu papel é receber as informações de pagamento e levar até a ADQUIRENTE responsável por efetivar e autorizar o pagamento. Ou seja, ela faz a ponte de comunicação entre o site do E-commerce e as Adquirentes. A adquirente, por sua vez, é a segunda parte do processo, ela é quem será a responsável por autorizar e retornar ao site se o pagamento foi concluído ou não. Esse papel é desempenhado por uma Cielo ou uma Rede, por exemplo.

Pagamento por aproximação (NFC)


Esses pagamentos vieram recentemente para o mercado brasileiro. Entretanto, poucos ainda usam essa tecnologia e ainda não vingou como deveria. Esta tecnologia trata-se de uma carteira digital, ou wallet, que existe instalada ou embarcada em seu celular. Nesta função, você precisa cadastrar seus cartões de crédito e débito, digitando as informações, e estas ficam salvas dentro de seu celular. Porém, isso existe para celulares mais atuais e que obtenham a tecnologia NFC embarcada. Caso não exista essa tecnologia no aparelho, não funcionará no momento do pagamento. Além disso, é necessário obter uma wallet instalada em seu celular. Nos celulares da Apple, já obtém uma wallet nativa do aparelho. Para os equipamentos android, geralmente existem aplicativos como Samsung Pay, Google Pay, entre outros que fazem essa função.

Tendo cadastrado seu cartão e a tecnologia NFC embarcada, no momento do pagamento em um estabelecimento, ao invés de você inserir seu cartão de crédito nas maquininhas, basta aproximar seu celular na maquininha de cartão, com a carteira digital e o cartão selecionado aberto, que seu pagamento será realizado sem necessidade de senha ou meio físico, apenas a aproximação. Geralmente, você precisará usar sua digital ou o reconhecimento facial para identificar e assegurar que é você quem está utilizando o aplicativo.

Por trás dessa tecnologia, é necessário apenas que a maquininha de cartão de sua adquirente obtenha também essa função NFC e que esteja ativa essa forma de pagamento para o estabelecimento. Somente terá a adquirente neste cenário.

Pagamento via QRCode

Esse pagamento é o mais novo e talvez ainda não muito conhecido pelo mercado. Entretanto, o investimento que as empresas têm feito para esse tipo de tecnologia se comparado ao pagamento por aproximação é muito maior. Para esse tipo, geralmente temos um QRCode no caixa das lojas ou na mesa do restaurante e, no momento do pagamento, você precisará escanear este dentro do aplicativo da carteira responsável pelo QRCode. Por exemplo, hoje temos diversas empresas trabalhando em carteiras digitais como Ame, Mercado Pago, Iti, IfoodPay, RappiPay, e tantas outras PAYs por aí. Esses aplicativos nada mais são do que carteiras virtuais, onde você tem a opção de cadastrar seus cartões de crédito (igual uma wallet) porém também poderá comprar créditos e deixando seu dinheiro dentro dessa carteira, como se fosse uma conta de um banco.

Qual a vantagem disso? Geralmente essas empresas tem dado benefícios de descontos, créditos, etc pelo consumidor usar esses tipos de pagamento. Para os estabelecimentos, o maior benefício envolvido é o repasse que geralmente varia de D+1 até D+7 em alguns casos. Além disso, esta forma de pagamento não depende de contato físico também entre atendente ou máquinas, apenas o contato com seu celular.

A desvantagem desse meio de pagamento ainda é em relação aos QRCodes. Se você pretende aceitar essa forma de pagamento de qualquer plataforma citada acima, saiba que existe um QRCode para cada uma delas. É isso mesmo, ainda não temos um modelo unificado para todos os aplicativos. Portanto você precisará ter dezenas de QRCodes diferentes na mesa do seu estabelecimento ou no balcão do caixa.

Mas não se preocupem quanto a isso, pois algumas empresas software house estão buscando solução e integração com todas essas carteiras, pelo menos com as maiores. Portanto, você não precisará ter essa quantidade de papel ou material exposto em seu estabelecimento, poluindo-o visualmente.

E afinal o que mudará então na crise?

Como eu disse acima, eu aposto que nada mudará. Muito pelo contrário, acredito muito num alto crescimento nessas tecnologias de pagamento, principalmente nas de QRCode, pois será possível abominar as carteiras físicas que conhecemos hoje e resolver todos os problemas na palma da mão com o seu celular. Além de resolver um grande problema que teremos nessa retomada que é o contato físico entre coisas usadas por diversas pessoas ou até mesmo o contato entre si mesmas.

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