A beleza da comida real, por Burger King.

Marca lança um vídeo deteriorando seu próprio produto, promete nova receita e ainda cutuca seus concorrentes. Qual será o objetivo do BK?





Na última quarta-feira (19/02/2020) o Burger King Brasil realizou uma publicidade a respeito do tempo de vida de seus alimentos. A ideia inicial de sua publicidade era mostrar que sua comida é de verdade e que, comidas de verdade, não pode e nem deve ficar igual após 30 dias em decomposição. Quando isso ocorre, é nítido que a quantidade de conservantes e aditivos na refeição é gigantesca.


O post feito pela empresa gerou muito desconforto para os fãs da marca e de estomago fraco. Também gerou vários posicionamentos controversos por críticos do mercado food, por acharem que foi muito mais uma estratégia de marketing, do que realmente uma nova consciência da marca.






Em 2018, o McDonald’s, sua principal concorrente, havia feito um movimento parecido, no qual os corantes, aromatizantes e conservantes artificiais foram deixados de ser utilizados e o uso de carnes congeladas banidas. Coincidentemente ou não, neste mesmo ano, a marca cresceu aproximadamente 14% de seu lucro comparando ao ano anterior, o que deu um fôlego a marca que vinha sofrendo algumas quedas em seus resultados naquele ano.


Será que o Burger King tem seguido a mesma estratégia de sua maior concorrente ou realmente está querendo posicionar sua marca em um novo conceito de consciência sustentável?


Temos dois fatos que levam a crer que o movimento é com o mesmo propósito de sua rival.

O primeiro é que, no mesmo post da divulgação desse propósito, o burger king promete que, ainda em 2020, um WHOPPER será lançado sem conservantes, aditivos e corantes. Isso levaria a creditarmos que a marca realmente quer mudar seu conceito de comida real e sustentável.


O segundo fato é que o Burger King teve uma queda de aproximadamente 62% em seu lucro no ano de 2019. E isso pode nos levar a crer que esse movimento é uma tentativa de reverter esse cenário, pensando no que aconteceu com o McDonald’s. Não podemos ainda afirmar se isso será ou não vantajoso para a marca, já que no dia seguinte ao post a ação da BKBR3 fechou em queda de 8,07%. Porém, já no dia 21/02 a ação fechou voltando a valorizar 5,34%.


Enfim, como os investidores já conhecem bem isso, essa variação de queda e valorização nada mais é do que especulações do mercado. Mas será mesmo que o Burger King está seguindo o melhor caminho para se reposicionar no mercado? Será que mudar seus produtos trará resultado, igual ocorreu com sua concorrente no ano de 2018? E será que naquele ano, foi realmente só isso que trouxe esse crescimento para o McDonald’s voltar a respirar?

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